sábado, 21 de agosto de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

The Girl Anachronism is back

Matando a saudade de bandas que eu costumava ouvir antigamente, encontro The Dresden Dolls.

Uma das músicas da dupla teatral cujo gênero se intitula "cabaret punk" deu título ao meu blog adolescente (que hoje, infelizmente - ou felizmente - encontra-se fora do ar) : The Girl Anachronism.

A letra, música e vídeo seguem abaixo:


you can tell

from the scars on my arms
and cracks in my hips
and the dents in my car
and the blisters on my lips
that i'm not the carefullest of girls

you can tell
from the glass on the floor
and the strings that are breaking
and i keep on breaking more
and it looks like i am shaking
but it's just the temperature
and then again
if it were any colder i could disengage
if i were any older i could act my age
but i dont think that youd believe me
it's
not
the
way
i'm
meant
to
be
it's just the way the operation made me

and you can tell
from the state of my room
that they let me out too soon
and the pills that i ate
came a couple years too late
and ive got some issues to work through
there i go again
pretending to be you
make-believing
that i have a soul beneath the surface
trying to convince you
it was accidentally on purpose

i am not so serious
this passion is a plagiarism
i might join your century
but only on a rare occasion
i was taken out
before the labor pains set in and now
behold the world's worst accident
i am the girl anachronism

and you can tell
by the red in my eyes
and the bruises on my thighs
and the knots in my hair
and the bathtub full of flies
that i'm not right now at all
there i go again
pretending that i'll fall
don't call the doctors
cause they've seen it all before
they'll say just
let
her
crash
and
burn
she'll learn
the attention just encourages her

and you can tell
from the full-body cast
that i'm sorry that i asked
though you did everything you could
(like any decent person would)
but i might be catching so don't touch
you'll start believeing youre immune to gravity and stuff
don't get me wet
because the bandages will all come off

and you can tell
from the smoke at the stake
that the current state is critical
well it is the little things, for instance:
in the time it takes to break it she can make up ten excuses:
please excuse her for the day, its just the way the medication makes her...

i dont necessarily believe there is a cure for this
so i might join your century but only as a doubtful guest
i was too precarious removed as a caesarian
behold the worlds worst accident
I AM THE GIRL ANACHRONISM

E essa sou eu trazendo ao público o tipo de sentimento que as férias me trazem. Mas "apenas deixem-na se espatifar e se queimar, ela vai aprender, a atenção só a encoraja..."

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desabafo nº 4

Eu tenho chorado de tristeza ao longo de toda a minha vida.
Ultimamente minhas lágrimas têm sido de felicidade.

Hoje eu chorei de raiva.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

I'm a little bit Lilly

Reflexão de final de semestre.
E de final de temporada de How I Met Your Mother.

OK, yes it's a mistake. I know it's a mistake, but there are certain things in life where you know it's a mistake but you don't really know it's a mistake because the only way to really know it's a mistake is to make the mistake and look back and say 'yep, that was a mistake.' So really, the bigger mistake would be to not make the mistake, because then you'd go your whole life not knowing if something is a mistake or not. And dammit, I've made no mistakes! I've done all of this; my life, my relationship, my career, mistake-free.
Does any of this make sense to you?

sábado, 1 de maio de 2010

Prosopopéia

Os abraços apertados que recebo de cada um antes de sair correndo sozinha pela noite fria vêm, cada um, acompanhado de um conselho caridoso.
E é claro que todos fazem mais sentido do que o meu motivo.

Mas é que o meu coração não tem ouvidos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Desabafo nº 3

Domingo eu fui pra Santo Antônio de Lisboa. Sozinha. Chovia torrencialmente. Eu sentei num banquinho de frente para o mar, debaixo de uma árvore, como se isso fosse ajudar contra as grossas gotas que molharam minha roupa imediatamente e por inteiro assim que eu desci do ônibus.
E eu pensei em tudo.
Pensei em como venho atribuindo problemas menores pra minha condição, tentando esconder dos outros e de mim mesma o motivo real, que é pequeno e vergonhoso, tentando fazer com que tudo pareça maior. Como pendurar centenas de enfeites de natal ridículos numa árvore mais ridícula ainda, na esperança de esconder o seu tronco podre. Na esperança de justificar o fato de estar criando tempestade em copo d'água. Em gota d'água.
Pensei que venho desde o início errando nas minhas prioridades, colocando outras coisas à frente até de mim mesma, deixando pra trás os meus objetivos em troca de algo que não me trará grandes benefícios a longo prazo. E que o tempo disso já passou, uma vez que eu já passei por isso inúmeras vezes e já havia prometido pra mim mesma não passar de novo.
Lembrei que havia prometido pra mim mesma que não faria mais grandes amigos, apenas colegas, e passei quatro bons anos sem problemas interpessoais por conta disso. Agora, amargurada, pensei que troquei essa minha estabilidade emocional temporária por um ano infinitamente melhor do que esses quatro anos passados, só que de brinde ganhei cerca de um mês pior do que toda a minha vida junta, e eu sabia disso, porque é isso que acontece quando eu me entrego.
Pensei que eu gostaria de ter construído meu barraco sobre bases mais sólidas, e não essas que vêm sendo arrancadas tão facilmente de mim pouco a pouco. Em breve eu vou cair, e o que é que vai sobrar por lá pra me juntar quando acontecer?
Pensei que eu gostaria de ser alguém que de alguma forma sentisse as coisas com menos intensidade. Como se isso fosse possível. Que eu gostaria de ser mais forte. E eu me odiei por isso.
Num intervalo de cerca de quarenta e cinco minutos, odiei e amei pelos menos meio mundo.
Esperava apanhar um resfriado, na esperança de poder permanecer na segurança da minha própria sombra e não ter que encarar meus problemas de frente nos próximos dias. Não funcionou.
Além de estragar meu mp4, porém, tomei uma importante decisão:

Vou largar a faculdade.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Desabafo nº 2

Eu vim pensando em tudo o que houve, a cabeça tremelicando encostada no vidro da janela. As luzes da cidade refletidas no asfalto molhado são borrões coloridos com o movimento do ônibus e alguma guitarra pesada inspira a raiva e a lágrima iminentes.
Chove torrencialmente e tudo o que eu mais desejo no mundo agora é que os pneus derrapem descontroladamente e me levem de encontro a algum tanque de combustível móvel, que tudo acabe de repente assim: bum!
Porque o ódio que esse mau-humor me inspira, por cada coisa boa, bonita e capaz de um sorriso, me faz querer culpá-lo de alguma forma. Da pior forma.
E no fundo eu sei que eu sou, igualmente, cada palavra da qual o acuso de ser. Egoísta. Interesseira. Mal-agradecida.
O que eu mais desejo agora é que um barranco venha abaixo e soterre essa lata velha porque eu sei que eu também mereço.

Mas aqui estou eu, provavelmente porque, se o que eu mais desejo é a morte, o que eu mereço mesmo é viver.